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Experiências que enriquecem o desenvolvimento dos bebês

08/04/2020

Não há nada mais gratificante para uma mãe do que observar os progressos diários do seu pequeno bebê que pouco a pouco vai descobrindo o mundo e como as coisas funcionam. Mas esses progressos não acontecem instintivamente, ou seja, para que o bebê possa realmente avançar em seu desenvolvimento necessitará da ajuda de outras pessoas.

As crianças aprendem a engatinhar, a andar, a falar, a brincar somente se houver a necessidade para tal e se receberem estímulos que as convidem a praticar tais aquisições. Para melhor compreender esta afirmação citarei uma cena cotidiana que pode prejudicar o desenvolvimento das mesmas e outra que favorece.

Quando um bebê de aproximadamente seis ou sete meses de idade permanece durante muito tempo dentro do cercadinho (mais conhecido como “chiqueirinho”), sentado na cadeirinha de descanso, não terá liberdade e espaço suficiente para se movimentar e experimentar as primeiras posições que envolvem o aprendizado do engatinhar. Assim o bebê poderá apresentar atrasos no seu desenvolvimento.

Porém, quando permitimos que um bebê circule livremente pela sua casa, sempre acompanhado por um adulto que fique atento aos perigos, e tenha a possibilidade de experimentar como tudo funciona (ex: abrir e fechar uma gaveta, tirar panelas para fora do armário, escolher qual dos seus brinquedos irá utilizar, etc.), estará tendo a chance de enriquecer seu aprendizado em cada nova descoberta.

Quem já não se encantou ao observar seu filho tão pequenininho abrindo sozinho uma porta do balcão, sustentando-se em pé, segurando-se com uma mão no móvel e com a outra mão pegando uma panela, tirando a tampa e fazendo vários experimentos durante um bom tempo? Esta é uma cena riquíssima. Que todos os bebês tenham a oportunidade de vivenciar experiências tão simples como esta e que promovem o seu desenvolvimento.

Laura Cristina Nardi

Psicopedagoga

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